Pelo que lutamos

A julgar pelo discurso dos especialistas de mercado que circula nos veículos de comunicação capitalistas, não existiriam alternativas às políticas econômicas neoliberais. As únicas alternativas seriam os “remédios amargos” da austeridade, do aperto monetário e do arrocho salarial.

Não haveria alternativa além do corte de gastos essenciais, como saúde e educação. Não haveria alternativa além do corte de investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia, como se o mercado fosse fazer investimentos necessários, porém pouco rentáveis. Não haveria alternativa, senão fechar a torneira do crédito. Não haveria alternativa além do desemprego e do rebaixamento dos salários para possibilitar a retomada dos lucros das grandes empresas. Não haveria alternativa, senão a falência das pequenas empresas para que as grandes sejam fortalecidas. Não haveria alternativa, senão salvar os ricos da crise, pagando-lhes enormes taxas de juros nos títulos de dívida pública e fazendo-os pagar ainda menos impostos.

O discurso da falta de alternativas persiste, mesmo que as políticas econômicas liberais ao redor do mundo tenham sido catastróficas, resultando apenas em desaceleração do crescimento econômico, aumento de dívidas e destruição de direitos.

Mas nós estamos aqui para dizer que as alternativas existem, são muitas e são viáveis. Que existe alternativa além das que favorecem o mercado. O que a mídia capitalista chama “mercado”, como se fosse uma entidade metafísica impessoal, nós chamamos minoria. Uma minoria minúscula, mas muito poderosa. Uma minoria de donos, chefes, patrões. Uma minoria de gente podre de rica. Uma minoria de multimilionários e de bilionários.

Nós estamos aqui para lutar por uma agenda de reformas macroeconômicas que possibilitem o financiamento dos direitos sociais, investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia e a garantia de emprego e renda digna para todos/as os/as brasileiros/as. Nós queremos mostrar que a economia deve servir às pessoas e não as pessoas à economia.

Estes objetivos podem ser alcançados por meio das medidas concentradas nos quatro eixos de nosso trabalho: Reforma Fiscal, Reforma Tributária, Nova Arquitetura Econômica e Controle Popular das Finanças Públicas.

De modo fragmentado, circula o debate sobre várias medidas que defendemos. Entretanto, seria um grave erro tomar cada medida isoladamente como um remédio para todos os males. O Brasil precisa de uma política econômica integral, orientada para a realização dos objetivos sociais e nacionais. O Brasil precisa de uma política econômica efetivamente democrática, de uma política econômica da maioria!