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ESPECIAL - Benefícios fiscais e a crise no Rio de Janeiro


Refrigerantes são bebidas que não possuem valor nutricional satisfatório. Pelo contrário: são ricos em carboidratos, e mais nada. Diante disso, por que um governo daria incentivos fiscais a corporações que produzem refrigerantes, bebidas que prejudicam o organismo quando consumidas em excesso?

Não faz sentido, se o objetivo de um governo é melhorar a qualidade de vida da população. Mas como são as oligarquias que convertem seu poder econômico em poder de barganha junto aos governos eleitos, o que ocorre são privilégios para corporações que, além de obterem isenções, costumam deixar de pagar os seus impostos, como inclusive demonstramos em posts recentes [1, 2, 3, 4].

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Coca e Pepsi devem R$ 280 milhões para o Estado do Rio de Janeiro, e foram beneficiadas com renúncias fiscais equivalentes a R$ 337 milhões [5]. Ou seja, além de darem o "calote", ainda obtém benefícios fiscais justamente no Estado do Rio de Janeiro, que mal consegue honrar seus compromissos junto de seus servidores [4].

Vale lembrar que, entre 2007 e 2015, as renúncias fiscais do Governo do Rio de Janeiro somaram mais de R$ 185 bilhões [6].

POR QUE TANTA ISENÇÃO?

Simples: as corporações fazem "doações" de campanha (ou seria investimento?) e, em contrapartida, recebem benefícios fiscais [7].

Referências:

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